La discrimination instituée dans lunicité citoyenne : le paradoxe de la France face à la présence tsigane.Reportar como inadecuado




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1 IDEMEC - Institut d-ethnologie méditerranéenne, européenne et comparative

Résumé : La République française se dit « une et indivisible ». Au cours du XIXe siècle tout est fait pour fonder l-unité du « peuple français ». La diversité n-est pas une question politique qui concerne la France métropolitaine. Elle intéresse les premiers anthropologues comme question « théorique » à propos de la définition et de la hiérarchie des races humaines. Sous cette forme la question de la diversité humaine a une actualité dans le cadre de la République française : il y a deux catégories de français, les citoyens issus de la métropole et les sujets issus des colonies. Mais sur le territoire même de la France métropolitaine, une loi en 1912, revue en 1969 et toujours en vigueur institue une catégorie de Français n-ayant pas accès aux mêmes droits que les autres. Elle concerne les Tsiganes. La constitution française interdisant la discrimination ethnique, la loi française parle selon les périodes de « nomades », de « sans domicile fixe » ou maintenant de « gens du voyage ». En 2004, la loi met en place la HALDE, Haute Autorité de Lutte contre les Discriminations et pour l-Égalité. Pour la première fois depuis un siècle la République reconnaît publiquement délibération n°2007-372 du 17 décembre 2007 qu-elle a elle-même généré de la discrimination au sein du peuple français. Cette reconnaissance peut elle conduire à une reconnaissance de la réalité – et de la variété – de la présence tsigane en France et en Europe, rien n-est moins certain.

Résumé : A discriminação instituída na unicidade cidadã: o paradoxo da França face à presença cigana A República francesa se diz -una e indivisível-. No curso do século XIX, tudo é feito para unificar os povos da metrópole bretões, corsos, alsacianos

., em um quadro jurídico único e nacional o Código Napoleônico, uma língua comum o Francês, um sistema de medidas comum o sistema métrico, etc.: em uma palavra, fundar a unidade do -povo francês-. A diversidade não é uma questão política que concerne à França metropolitana. Ela interessa aos primeiros antropólogos como questão -teórica-, a propósito da definição e da hierarquia das raças humanas. Sob esta forma, a questão da diversidade humana tem uma atualidade no quadro da República francesa: existem duas categorias de franceses, os cidadãos vindos da metrópole e os sujeitos vindos das colônias. Mas, sob o território mesmo da França metropolitana, uma lei de 1912, revista em 1969 e ainda em vigor institui uma categoria de francês que não tem acesso aos mesmos direitos que os outros. Ela concerne aos -Tsiganes- os ciganos. A Constituição francesa, interditando a discriminação étnica, a lei francesa fala, em diferentes períodos, de -nômades-, de -sem domicílio fixo- ou ainda de -gens du voyage-. Em 2004, uma lei institui a HALDE – Haute Autorité de Lute contre les Discriminations et por l-Égalité. Pela primeira vez, passado um século, a República reconhece publicamente deliberação no. 2007-372, de 17-12-2007 que ela tem, ela mesma, gerado a discriminação no seio do povo francês.

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Mots-clés : citoyenneté Tsiganes France

keyword : cidadã cigani França





Autor: Marc Bordigoni -

Fuente: https://hal.archives-ouvertes.fr/



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