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Tempo 2010, 15 29

Autor: Francine Saillant

Fuente: http://www.redalyc.org/


Introducción



Tempo ISSN: 1413-7704 secretaria.tempo@historia.uff.br Universidade Federal Fluminense Brasil Saillant, Francine O Navio Negreiro.
Refiguração identitária e escravidão no Brasil Tempo, vol.
15, núm.
29, 2010, pp.
111-137 Universidade Federal Fluminense Niterói, Brasil Disponível em: http:--www.redalyc.org-articulo.oa?id=167016571005 Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Sistema de Informação Científica Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto 29 • Tempo O Navio Negreiro.
Refiguração identitária e escravidão no Brasil* Francine Saillant** O artigo apresenta e analisa a narração de uma encenação teatral realizada pela mãe de santo de um terreiro do Rio de Janeiro sobre a partida, a viagem e a chegada dos escravos africanos no Brasil.
A peça é encenada por crianças e membros da família de santo nos quadros de uma atividade educativa.
A narração se baseia em uma ideia central: os escravos vieram para o Brasil como portadores de uma cultura material e imaterial, de uma memória e de tradições trazidas por meio daqueles que souberam resistir à escravidão e à condição servil.
O candomblé assume neste contexto uma significação política forte e torna-se elemento estruturante da narrativa.
Suas entidades tornam-se personagens da peça, com escravos e ancestrais se transformando não apenas em divindades, mas também em libertadores.
A figura vitimizada do escravo é assim virada do avesso e se transforma em herói, constrói-se também uma nova narração da nação brasileira que atribui aos escravos e à África um papel central como figuras proeminentes e civilizadoras. Este texto foi escrito originalmente em francês em 2009, e imediatamente traduzido para o português por Vitor Acselrad e aprovado para publicação neste dossiê da Revista Tempo, a convite de ...





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